O que são as stablecoins e como funcionam?
Se você já investe ou negocia no mercado de criptomoedas, provavelmente já se deparou com a pergunta “o que é stablecoin”. Mas por que isso importa tanto agora?
O mercado cripto é conhecido por sua volatilidade extrema, o que pode resultar em perdas significativas.
E é aí que esses ativos entram: eles oferecem uma moeda digital estável, geralmente lastreada por um ativo seguro como o dólar, o euro ou até mesmo commodities como o ouro.
Além disso, seu uso tem avançado para pagamentos do dia a dia, permitindo transferências globais com previsibilidade de valor, um ponto essencial para soluções como cartões internacionais baseados em cripto.
Se você não entender seu funcionamento, pode estar deixando de lado uma ferramenta crucial para viajar, proteger seus investimentos, aumentar sua liquidez e aproveitar transações mais rápidas e baratas.
Ao compreender como utilizá-las corretamente, você pode aumentar sua segurança no mercado cripto e obter vantagens em negociações e operações financeiras.
Acompanhe a seguir o que é uma stablecoin e os principais pontos sobre o tema!
O que é uma stablecoin?
Uma stablecoin é uma criptomoeda cujo valor é vinculado a um ativo estável, com o objetivo de evitar a volatilidade típica das criptos tradicionais, como o Bitcoin ou o Ethereum.
Isso significa que, enquanto outras criptomoedas podem sofrer grandes flutuações de preço em questão de minutos, esses ativos mantêm um valor mais estável, geralmente vinculado a moedas fiduciárias (como o dólar americano), commodities ou algoritmos.
Não sem razão, seu uso é crescente, pois elas oferecem aos investidores uma maneira de preservar valor, realizar transações rápidas e baratas.
Esse comportamento mais previsível também favorece seu uso como meio de pagamento digital, especialmente em soluções que buscam integrar criptomoedas ao consumo cotidiano.
Além disso, podem ser utilizadas em finanças descentralizadas (DeFi) e até como uma reserva de valor em mercados de criptomoedas voláteis.
Confira a seguir alguns exemplos de stablecoins.
Exemplos de stablecoins
As principais stablecoins do mercado, listadas em valores aproximados de capitalização de mercado e de volume negociado (dados de junho de 2026), são:
USDG: esse tipo de ativo funciona como uma ponte entre o sistema financeiro tradicional e o universo cripto. Usuários utilizam USDG para proteger capital em momentos de instabilidade, facilitar transferências internacionais ou operar em exchanges sem precisar converter diretamente para moedas fiduciárias. A capitalização de mercado é de aproximadamente US$2,4 bilhões.
Tether (USDT): emitida pela Tether Limited, é lastreada em ativos diversos (dólares, títulos e outros ativos). A capitalização de mercado é de US$155,18 bilhões, enquanto o volume negociado em 24 horas é de aproximadamente US$87,55 bilhões. No tocante à confiabilidade, é a mais utilizada no mercado, mas enfrenta críticas e questionamentos sobre a transparência de suas reservas.
USD Coin (USDC): emitida pela Circle Internet Group, é lastreada 1:1 em dólares americanos. Com US$60,94 bilhões de capitalização, seu volume negociado em 24 horas é de aproximadamente US$11,98 bilhões. A USDC é considerada uma das mais transparentes, com auditorias regulares e amplamente adotada em plataformas DeFi e exchanges.
USDS: emitida pela StableUSD, tem capitalização em torno de US$ 7,3 bilhões. Tem se consolidado como uma opção confiável para traders que buscam transações rápidas e eficientes, com uma proposta de baixo custo. Sua confiabilidade está relacionada à eficiência nas transações e ao nicho específico que atende, embora não tenha a mesma transparência ou auditorias regulares que ativos maiores como USDC.
USDE (Ethena): relativamente nova, é emitida pela Ethena e apresenta capitalização de US$ 5,88 bilhões. Ainda está ganhando a confiança do mercado, mas tem se destacado pelo crescimento rápido e foco em nichos específicos de traders, oferecendo soluções rápidas para transações e uma proposta mais voltada para o mercado de finanças descentralizadas.
DAI: emitida pela MakerDAO, é lastreada por criptoativos, utilizando um sistema colateralizado. Com capitalização de US$5,36 bilhões e volume de negociação diário de US$19,66 bilhões, ela opera de forma descentralizada, utilizando contratos inteligentes para manter sua paridade com o dólar, sem depender de uma entidade central.
TrueUSD (TUSD): emitida pela TrustToken, é lastreada 1:1 em dólares americanos. Sua capitalização de mercado é de U$492,4 milhões, com volume diário de aproximadamente U$52,69 milhões. Foca na transparência, realizando auditorias mensais para garantir que cada token seja lastreado por um dólar real.
Binance USD (BUSD): a stablecoin da Binance e da Paxos é lastreada 1:1 em dólares americanos. A capitalização de mercado é de U$57,75 milhões e o volume de negociação em 24 horas é de aproximadamente U$3,28 milhões. Regulamentada pelo NYDFS (Departamento de Serviços Financeiros de Nova York), oferece segurança e conformidade regulatória, sendo amplamente utilizada em plataformas da Binance.
Agora que você entendeu o que é uma stablecoin e viu alguns exemplos, vamos adentrar em seu funcionamento.
Como funciona uma stablecoin?
Elas são lastreadas por um ativo de valor constante (como moedas fiduciárias, commodities ou criptoativos), o que assegura que seu preço se mantenha estável.
O processo de lastro é fundamental, pois garante que a criptomoeda tenha um valor garantido, seja em uma conta bancária, em ativos digitais ou mediante contratos inteligentes.
Quando você adquire um ativo, como o Tether (USDT) ou o USD Coin (USDC), você está, na prática, comprando a propriedade de uma quantidade equivalente de um ativo real (dólares ou ouro, por exemplo), garantindo que seu valor se mantenha estável e livre de grandes oscilações.
Tipos de stablecoins
As moedas digitais lastreadas podem ser classificadas de diferentes maneiras, dependendo do ativo que serve como garantia para seu valor.
Existem quatro principais tipos que ajudam a entender o que é uma stablecoin no universo cripto:
De criptomoedas
São lastreadas por outros criptoativos, como o Bitcoin ou o Ethereum.
Ao contrário das criptomoedas lastreadas em moedas fiduciárias, elas não dependem de um ativo físico ou uma reserva em dinheiro, mas de contratos inteligentes e uma combinação de colaterais digitais.
DAI é um exemplo que utiliza criptoativos como colateral para manter sua estabilidade.
De moedas fiduciárias
São aquelas cujo valor está atrelado a uma moeda tradicional, como o dólar americano (USD) ou o euro (EUR).
A Tether (USDT) e o USD Coin (USDC) são os exemplos mais populares dessa categoria.
Elas garantem que o valor do ativo seja sempre igual ao valor da moeda fiduciária correspondente, geralmente com a manutenção de reservas em bancos ou sistemas financeiros.
Algorítmicas
Não possuem lastro físico, como as de moedas fiduciárias ou criptoativos, e mantêm seu valor por meio de algoritmos que controlam a oferta de tokens.
Se a demanda aumentar, a oferta do ativo pode ser aumentada automaticamente para manter o valor estável.
O Ampleforth (AMPL) é um bom exemplo do tipo algorítmico.
Porém, elas podem ser mais suscetíveis à instabilidade devido a falhas no algoritmo ou em mudanças repentinas de mercado.
De commodities
São lastreadas por ativos como ouro ou outros metais preciosos.
O PaxGold (PAXG) é um exemplo, sendo garantido por ouro físico armazenado em cofres.
Esse tipo permite que os investidores se exponham ao valor de uma commodity tradicional com a flexibilidade das criptomoedas, sem precisar comprar ou armazenar o ativo físico.
Quais as vantagens das stablecoins?
As principais stablecoins do mercado oferecem diversas vantagens, principalmente para quem busca estabilidade e segurança no mundo das criptomoedas.
Alguns dos benefícios incluem:
Facilidade de uso: são amplamente aceitas em corretoras e plataformas DeFi, facilitando o comércio e a troca entre criptoativos;
Liquidez e rapidez: podem ser transferidas de forma rápida e eficiente entre plataformas, com taxas de transação muito menores que as de moedas fiduciárias;
Proteção contra a inflação: podem atuar como uma ferramenta para proteger o poder de compra de ativos em economias inflacionárias, ao serem atreladas a moedas fortes;
Uso em pagamentos globais: permitem enviar e gastar valores internacionalmente com menor fricção e maior previsibilidade, sendo cada vez mais utilizadas em soluções de pagamento com cartão;
Estabilidade de valor: ao estarem atreladas a moedas fortes ou commodities, elas oferecem menos volatilidade, o que as torna atraentes para traders e investidores que buscam uma reserva de valor estável.
Quais as diferenças entre stablecoins e criptos?
Para compreender melhor o que é stablecoin, entenda a seguir as principais diferenças entre os diversos exemplos de moedas lastreadas e as criptos tradicionais (como o Bitcoin ou o Ethereum):
Objetivo: as moedas lastreadas são projetadas para preservação de valor e transações, enquanto as criptos tradicionais são mais focadas em ser reservas de valor ou meios de troca descentralizados;
Volatilidade: enquanto criptos como Bitcoin e Ethereum podem sofrer grandes oscilações de preço, as moedas digitais lastreadas mantêm seu valor estável, geralmente atrelado a um ativo como o dólar ou ouro;
Utilização: as moedas digitais lastreadas são amplamente utilizadas para arbitragem, transações em exchanges e como reserva de valor, enquanto as criptos tradicionais são mais usadas para investimentos de longo prazo.
Como comprar stablecoin?
Comprar stablecoins é fácil e pode ser feito em diversas corretoras de criptomoedas, como a OKX. Para isso, basta seguir os seguintes passos:
Crie uma conta na plataforma de sua escolha, como a OKX.
Deposite fundos, seja com criptomoedas ou transferências bancárias.
Compre moedas digitais lastreadas, como USDT, USDC, USDG ou DAI, selecionando o par de negociação desejado.
Armazene seus ativos na carteira da plataforma ou transfira-as para sua carteira privada.
Ao utilizar plataformas como a OKX, você tem acesso a alta liquidez e segurança nas transações, podendo negociar uma ampla gama de criptoativos estáveis de forma eficiente.
Qual é o papel das stablecoins no ecossistema de criptomoedas?
Como vimos ao aprender o que é stablecoin, essas moedas digitais lastreadas desempenham um papel cada vez mais estratégico no ecossistema cripto, especialmente ao ampliar o uso das criptomoedas para além da negociação.
Um dos avanços mais relevantes está no uso como meio de pagamento digital global.
Por manterem um valor estável, esses ativos permitem que usuários enviem, recebam e utilizem recursos internacionalmente sem a volatilidade típica de outras criptomoedas. Isso reduz incertezas em transações e melhora a previsibilidade financeira.
Esse cenário tem impulsionado o desenvolvimento de soluções que conectam stablecoins ao uso cotidiano, como pagamentos com cartões globais e serviços digitais integrados, aproximando o universo cripto da realidade do dia a dia.
Além do papel em pagamentos, as moedas lastreadas também são essenciais em outras frentes do mercado:
Liquidez em corretoras: facilitam a transição entre ativos voláteis e estáveis;
Proteção cambial: ajudam a preservar valor em economias com alta inflação;
Base para DeFi: utilizadas como garantia em empréstimos, staking e outras operações;
Eficiência operacional: permitem movimentações rápidas entre plataformas e estratégias.
Com essa evolução, elas deixam de ser apenas instrumentos de proteção e passam a atuar como infraestrutura fundamental para o crescimento das finanças digitais.
Como as stablecoins melhoram o poder de negociação?
As stablecoins ampliam significativamente o poder de negociação dentro do mercado cripto ao reduzir incertezas e aumentar a eficiência operacional.
Por oferecerem estabilidade e alta liquidez, esses ativos permitem que usuários entrem e saiam de posições com mais agilidade, sem exposição desnecessária à volatilidade.
Além disso, seu uso vai além do trading: elas também facilitam a movimentação global de recursos e viabilizam novas formas de pagamento digital.
Isso cria um ambiente mais dinâmico, onde decisões podem ser executadas com rapidez, previsibilidade e menor fricção, tanto em estratégias de negociação quanto no uso prático no dia a dia.
Estabilidade de preço
A estabilidade de preço é um dos principais fatores para entender o que é uma stablecoin e por que elas aumentam o poder de negociação.
Diferentemente de ativos como Bitcoin ou Ethereum, que podem sofrer oscilações bruscas em curtos períodos, as moedas lastreadas mantêm um valor previsível, geralmente atrelado a moedas fiduciárias como o dólar.
Isso permite que traders preservem valor rapidamente ao sair de posições voláteis, sem precisar converter recursos para o sistema bancário tradicional.
Além disso, a previsibilidade facilita o planejamento de entradas e saídas no mercado, reduzindo riscos associados à volatilidade.
Na prática, isso também melhora a experiência em pagamentos, já que o valor enviado ou recebido tende a se manter estável.
Esse fator é essencial para negociações mais eficientes e para o uso das criptomoedas em transações do cotidiano.
Liquidez global instantânea
As stablecoins oferecem liquidez global praticamente instantânea, o que transforma a dinâmica de negociação no mercado cripto.
Elas estão amplamente disponíveis em corretoras e protocolos descentralizados, permitindo conversões rápidas entre diferentes ativos.
Essa liquidez facilita a execução de ordens com menor impacto de preço, além de permitir movimentações ágeis entre plataformas e estratégias.
Em vez de aguardar transferências bancárias ou processos mais lentos, usuários podem acessar seus recursos em poucos minutos.
Outro ponto relevante é a possibilidade de transferir valores globalmente sem barreiras geográficas, o que melhora o poder de negociação e viabiliza pagamentos internacionais mais rápidos e eficientes.
Na prática, essa liquidez conecta mercados e usuários, tornando o ecossistema mais integrado e dinâmico.
Menos dependência de bancos
Após entender o que é uma stablecoin, você consegue compreender que ela reduz a dependência de intermediários tradicionais, como bancos e instituições financeiras.
Esta característica traz mais autonomia para usuários que desejam movimentar recursos de forma direta e global.
Ao utilizá-las, não é necessário aguardar horários bancários, lidar com restrições geográficas ou enfrentar burocracias comuns do sistema financeiro tradicional.
As transações podem ser realizadas a qualquer momento, com maior agilidade e controle.
Essa independência também impacta o poder de negociação, pois permite reagir rapidamente a oportunidades de mercado, e facilita o envio e recebimento de valores em diferentes países, sem necessidade de múltiplas conversões cambiais.
Como a stablecoin facilita o pagamento internacional na prática?
As stablecoins tornam os pagamentos internacionais mais simples ao eliminar etapas comuns do sistema financeiro tradicional.
Em vez de depender de conversões entre moedas, intermediários e prazos bancários, as transações podem ocorrer diretamente entre carteiras digitais.
Na prática, isso reduz fricções operacionais e aumenta a eficiência no envio de valores entre países. Empresas e usuários conseguem transferir recursos com mais rapidez, mantendo previsibilidade no valor final recebido.
Outro ponto relevante é a padronização: uma stablecoin atrelada ao dólar, por exemplo, pode ser utilizada globalmente sem necessidade de adaptação cambial a cada transação.
Este ponto facilita pagamentos recorrentes, remessas internacionais e até o uso em serviços digitais.
Esse modelo também abre espaço para integração com soluções de pagamento mais amplas, permitindo que ativos digitais sejam utilizados de forma mais fluida no consumo cotidiano, inclusive em experiências semelhantes às de cartões internacionais.
Esse avanço na forma de movimentar valores globalmente mostra como as stablecoins estão evoluindo de instrumentos financeiros para soluções práticas de uso no dia a dia.
Para entender como essa aplicação funciona na prática, conheça o OKX Pay e explore como as stablecoins podem ser utilizadas em pagamentos globais de forma simples e integrada!
As stablecoins vão além da estabilidade no mercado cripto
Mais do que entender o que é stablecoin, você viu que elas evoluíram de uma solução para reduzir a volatilidade para se tornarem peças centrais na infraestrutura das finanças digitais.
Hoje, elas não apenas ajudam a preservar valor e otimizar negociações, mas também viabilizam novas formas de uso das criptomoedas no dia a dia.
Sua estabilidade, liquidez e eficiência operacional permitem que usuários movimentem recursos globalmente com mais previsibilidade e menos fricção.
Isso abre espaço para aplicações práticas, especialmente em pagamentos internacionais, onde a agilidade e a padronização fazem diferença.
Com esse avanço, as stablecoins deixam de ser apenas ferramentas de apoio ao trading e passam a integrar soluções que conectam o universo cripto ao consumo cotidiano.
À medida que a adoção cresce, entender como esses ativos funcionam e como são utilizados na prática se torna essencial para acompanhar a evolução do mercado e aproveitar melhor suas possibilidades.
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Perguntas Frequentes
Como funciona a stablecoin?
Essas moedas digitais mantêm valor estável ao serem atreladas a ativos como o dólar, usando reservas, colateral ou algoritmos. Isso permite uso em negociações, transferências e pagamentos com menor volatilidade.
Quais são as stablecoins?
Existem stablecoins lastreadas em moeda fiduciária, criptoativos, algoritmos ou commodities. Exemplos incluem USDT, USDC e DAI, cada uma com estruturas diferentes.
Quanto vale 1 stablecoin?
Geralmente, 1 stablecoin equivale a 1 unidade do ativo de referência, como 1 dólar. Pequenas variações podem ocorrer, mas a paridade tende a ser mantida.
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